Estão circulando pelo facebook várias fotos e vídeos do Piauí Ecologia, um cara que vende suas pulseiras e brincos no vão do MASP.
A Avenida Paulista é o palco de manifestações em São Paulo, isso todo mundo já sabe, e é de conhecimento público que quem vai à avenida gosta de ver e ser visto, afinal tem sempre alguém filmando alguma coisa. Isso não é uma crítica, eu mesmo já fiz vídeos na Paulista, aliás, em uma das reportagens - falando sobre um protesto, vejam só - entrevistei o Piauí, que tem sempre um belo discurso sobre qualquer assunto, é bastante prolixo e performático.
Por tamanha exposição, expresssão de ideias que muita gente concorda e até por sua aparência, Piauí ganha destaque e seus vídeos se tornam virais com facilidade. Não tenho nada contra ele, é um cara irreverente e corajoso, o problema é que quando uma figura se torna mais importante que a causa, perde-se o foco.
O público e a própria imprensa têm a mania chata de criar heróis o tempo inteiro, e essa não é, ou não deveria ser, a intenção de quem se expõe reivindicando por uma causa. Ao meu ver, as ideias tinham que se alastrar, incomodar outras pessoas e ganhar forças pra se conquistar mudanças de forma coletiva.
O que o Piauí gostaria que acontecesse daqui a 50 anos? Soluções para os problemas que ele se queixava ou um memorial no vão do MASP que relembre a figura de um excêntrico orador?
Tudo é aprendizado.
Opinião pessoal:
ResponderExcluirAcho isso uma ideia ignorante, hipócrita e irrelevante, que ao envés de se juntar ao movimento de conscientização, critica quem o faz sem nenhuma ideia melhor!
Oi, Ana
ExcluirQue bom que você falou em conscientização. Criticar não é destruir uma ideia, pelo contrário, é repensá-la. Pensar criticamente não exige uma "ideia melhor" como você disse. Minha intenção não é criar uma competição onde quem tem uma ideia melhor vence.
Obrigado por seu comentário
A crítica não é para os movimentos de conscientização, e sim, para as pessoas que se aproveitam destas situações.
ExcluirLutar sinceramente por uma causa é totalmente diferente de usar o nome da causa por um luxo próprio. A última opção só tem a função de banalizar os fins.
Tudo se resume a "[...]o problema é que quando uma figura se torna mais importante que a causa, perde-se o foco[...]"
Exato, Luiz.
ExcluirAcredito que o Piauí não se aproveite dessa "fama", o que me incomoda é que quem se mostra simpatizante acha o discurso dele bonito e só.
Às vezes essas posturas me parecem cegas e superficiais e qualquer crítica ou proposta de reflexão sobre elas soa como agressiva.