domingo, 25 de novembro de 2012

O efêmero e o duradouro

Esperar por alguma coisa que não se sabe o que é, e essa coisa não chegar. Quem nunca passou por isso? Uma angústia sem razão, sem nome.

Isso pode ser ociosidade. E o pior é que as pessoas que apresentam esses sintomas, geralmente, têm muita coisa pra fazer, pra organizar, mas insistem em ficar esperando por algo que eles nem sabem o que é.

É dificil ser feliz - nem tô dizendo pra você ser otimista - o mundo é muito violento e cruel - tá, menos drama! Mas, a força pra seguir em frente não pode ser efêmera e muito menos proveniente de um fator efêmero. Acredito que as realizações procedem de um processo, passo a passo, caminhando.

Uma das coisas que aprendi nesses dezenove anos é que as coisas que acontecem de repente, quase nunca são boas, por mais bonitinhas que sejam e gostosas de se ouvir. Desconfie.

Quando você planeja e acompanha o processo inteiro, é possível enxergar as coisas e a maioria das falhas está prevista e as conquistas são esperadas, talvez menos festejadas, porém, mais duradouras.

Tudo é aprendizado!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aprender a ouvir

"Trem estacionado na plataforma 1 não prestará mais serviço. Por favor, não embarquem!"

Quem mora em cidades que têm trens metropolitanos ou metrô, com certeza já deve ter ouvido essa frase ecoando em alguma estação. E se você é uma pessoa mais observadora, com absoluta certeza, reparou que dezenas de passageiros entraram no trem que não continuaria a prestar serviços.

Tem gente que simplesmente não ouve! Devem existir diversas explicações pra isso. O modo automático no qual a gente vive pode ser um dos motivos.

Só que alguns seres humanos se acham muito inteligentes e vividos e desconsideram qualquer conhecimento, conselho ou explicação que venha de terceiros. Isso não significa que elas não sejam inteligentes, pelo contrário, são sim muito inteligentes, mas por não ouvir o que as outras pessoas têm a dizer, elas podem acabar  cometendo erros grotescos, como entrar em um trem que não presta mais serviços.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dia desses fui cortar o cabelo

Desde pequeno é minha tia quem corta meus cabelos e toda vez que estamos nesse momento extremamente tedioso, pelo menos pra mim, ela fica contando as coisas que eu aprontava quando criança, coisa de tia coruja, sabe?

Às vezes eu tento variar o papo e falo do Renan do presente e numa dessas conversas, falei do curso que eu estou fazendo e ela perguntou que curso era, eu disse que era audiovisual e ela perguntou: "E mexe com carro"?

Naquele momento fiquei sem graça, não sabia o que responder, mas rapidamente soltei: "Ah, mexe com TV, cinema..." e ela se contentou com a resposta e prosseguiu com o corte.

Achei um absurdo ela não saber o que um profissional do meio audiovisual faz, mas pelo menos ela não me massacrou com os estereótipos que as pessoas montam sobre quem trabalha nessa área.

Ela finalizou o corte, perguntou se tinha ficado bom, eu disse que sim, agradeci e fui pra casa. Meu cabelo já cresceu e eu ainda não consigo responder à minha tia o que um profissional do audiovisual faz!

Argumentos.

"Preciso voltar a escrever, sou um quase estudante de jornalismo, tenho que dominar a língua portuguesa!"

Fico pensando nisso quase todos os dias, mas ao mesmo tempo me recordo que escrever em um blog, seja lá qual for o nicho, gera sempre um mal estar, afinal as pessoas não entendem as opiniões alheias e em um blog você opina bastante e meus argumentos não são os melhores do mundo. E tem uma outra coisa da qual me recordo também: ninguém acessa esse blog!

Então dá pra eu testar meu português de boa e, de quebra, não serei fuzilado pelos pseudo-intelectuais formados no Wikipedia.

Sobre minha carreira, decidi que quero ser repórter de geral. Poderei falar sobre tudo, isso parece legal, mas tem que ser MUITO inteligente, né? Enfim, meu professor me emprestou dois livros ótimos e ganhei outro de "como fazer entrevistas".

Por fim, mas não menos importante, ganhei um barbeador elétrico! Presente atrasado de aniversário, afinal, repórter de tv com barba não rola, né? Vamos nos adaptando e aprendendo desde já!

Tudo é aprendizado!